21 de janeiro de 2011

Memórias





Escrevo com lápis comum, pois a minha lição de vida sugere que façamos tudo sem ter medo do que possa ser apagado pelo os outros.


Acredito que tudo o que fazemos fica escrito em algum lugar deste plano. Deve ter alguém que olha os nossos registros.


Não quero fazer nada errado para que precise ser apagado dos registros,sei que as coisas boas permanecem e as ruins vão nos consumindo aos poucos até nos envergonhar com o mal.


Quero olhar para as estrelas e ver cada palavra que fez a diferença. Cada gesto que animou a minha vida. Nada deve ser apagado,pois cada lembrança deve ser lembrada.


Versos escritos com lápis,
Registros vistos diaramente
Pouco a pouco uma lembrança
Um gesto pode apagar qualquer sentimento


Com sutilidade de escrever com o lápis
Intencionalmente irá ser apagado
As recordações indesejadas são como ventanias
Às vezes devastadora... Mais objetiva e sombria


Cada pontos nos 'ís' me recorda...
Simbolicamente um sonho,
Contando cada ponta da estrela
Percebo que a lembrança ainda me faz viver


As escrituras precisam de letras
Que sejam simbolicamente retratadas
Um lápis e um erro
O medo poderá destruir essas letras




Direitos autorias reservados à: Hellen Santos

2 comentários:

  1. Gostei do novo formato desse poema... e adorei o seu conteúdo em sí!

    Beijos querida!

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  2. Obrigada, fico feliz por ter gostado.
    Beijos

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