27 de novembro de 2010

Despedida



Acordei num mar de angústias.
A solidão tirou-me a razão.
Sinto que não enxergo o mundo.
Acho que estou enlouquecendo,
Não fujam de mim!
Sei que não vou demorar muito.
Estou percebendo que estou morrendo.
Não me deixem!
A qualquer instante eu partirei...
Não sei se estou no caminho certo;
Sei apenas que vivo só!
Com a esperança de enxergar o mundo.
Meus olhos mudaram de cor,
Meu corpo estremece;
A dor é enorme,sinto que está se alastrando...
Corram,o momento chegou!
Alguém me chama;
Temo o que possa me acontecer.
Ouçam, eu vos amo...
Não chorem!Tenho que partir.
Chegou a minha hora de ir.
Vejam os meus olhos,
O brilho cadáverico,
Acho que estou indo...
Esperem!Lembrem de mim,
Não se esqueçam...
Que também errei.
Meu castigo acaba de chegar,
Olhem o brilho dos meus olhos!
Sinto-me fraca.
Não posso adiar...
Sinto por não conseguir enxergar 
Perdom-me!!!
O mar de angústias me engoliu.
A solidão me deixou partir ,
O mundo não sentirá a minha falta...


Hellen Santos

2 comentários:

  1. Esse poema é lindo... pode se observar que tens muito talento meu anjo!
    Parabéns xD

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  2. Muito obrigada querido. Agradeço muito a sua gentileza.
    Beijos

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